Cerca de 5 mil crianças nascem anualmente no Brasil com fissura labiopalatina, uma malformação craniofacial que demanda tratamento especializado desde os primeiros meses de vida. Essa condição, que afeta o lábio, o nariz ou o céu da boca, pode gerar impactos além da aparência física.
Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina
Em 24 de junho, é comemorado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, data que destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento multidisciplinar para essa anomalia. O Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP), conhecido como Centrinho, é referência no tratamento desse tipo de malformação.
O Centrinho oferece um tratamento abrangente, que vai desde cirurgias reparadoras até a reabilitação completa das funções odontológicas e fonoaudiológicas, garantindo a inserção social das crianças afetadas.
Causas e Tratamentos
A causa da fissura labiopalatina ainda não é totalmente compreendida, podendo estar associada a síndromes ou hereditariedade. O tratamento envolve diversas especialidades e pode se estender por muitos anos, incluindo cirurgias reparadoras e acompanhamento de profissionais como fonoaudiólogos, odontólogos, psicólogos, pediatras e otorrinolaringologistas.
O diagnóstico precoce é fundamental e pode ser realizado ainda na fase pré-natal. Com o tratamento adequado, os pacientes têm a garantia de uma ótima qualidade de vida ao longo do crescimento.
Jornada na Reabilitação
A história de Thyago Cézar, diagnosticado com fissura labiopalatina ao nascer, ilustra a importância do tratamento precoce. Encaminhado ao Centrinho com apenas oito dias de vida, ele teve sua vida transformada graças ao acompanhamento especializado.
Atualmente, Thyago é um exemplo de superação e resiliência, mostrando como o tratamento multidisciplinar pode fazer a diferença na vida das pessoas afetadas por essa condição.



