Operação policial de grande escala no Rio de Janeiro deflagra um dia de violência, impactando o cotidiano de moradores e gerando debate sobre segurança pública. A ação, que mobilizou 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha, tinha como objetivo realizar prisões e conter o avanço de uma facção criminosa. No entanto, a operação resultou em um alto número de mortes, o que a torna a mais letal já registrada no estado.

Movimentos sociais e organizações não governamentais (ONGs) manifestaram preocupação com os efeitos da operação em comunidades periféricas. Para Fransérgio Goulart, militante do movimento de favelas, a ação representa uma “guerra dentro de territórios negros e pobres”, denunciando o tratamento diferenciado dado pela polícia em relação a outras regiões da cidade.

As críticas se intensificaram diante do número de mortos. Organizações da sociedade civil divulgaram uma nota conjunta, na qual afirmam que “segurança pública não se faz com sangue” e que a operação expõe o “fracasso e a violência estrutural da política de segurança” no estado.

As entidades argumentam que, nas últimas décadas, as favelas têm testemunhado uma política de segurança baseada no uso da força e da morte, direcionada contra populações negras e empobrecidas. Além de não reduzir o poder das facções criminosas, essas ações geram insegurança, medo e interrompem o cotidiano de milhares de famílias.

As organizações criticam o alto investimento em ações de confronto policial, questionando se esses recursos não poderiam ser utilizados para políticas de inteligência e menos confrontos. A nota é assinada por 27 entidades, incluindo Anistia Internacional Brasil, Justiça Global e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

Diante das críticas, o governador do Rio de Janeiro defendeu a operação e cobrou mais apoio federal no enfrentamento às organizações criminosas, alegando que o estado está atuando “sozinho nesta guerra”. Ele afirmou que, se necessário, vai exceder os limites do governo estadual para proteger a população.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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