A condenação do capitão Francisco Carlos Laroca Júnior e do cabo Fabiano Rizzo pela morte do sargento Rullian Ricardo da Silva trouxe alívio aos familiares da vítima, mas é considerada insuficiente, já que os réus poderão recorrer em liberdade à segunda instância.

Daiane Michele Fernandes da Silva, irmã da vítima, expressou o sentimento da família: “No momento, a gente está se sentindo bastante aliviado, mesmo que essa pena veio menor. A gente queria uma pena maior, mas estamos muito aliviados. Nós acreditamos que não há nada, uma sentença maior do que deitar no travesseiro e sentir que tem sangue nas mãos”.

Os advogados dos réus informaram que irão recorrer da condenação, buscando anular a sentença. O crime ocorreu em 6 de abril de 2023 dentro de um alojamento da Polícia Militar em São Paulo, resultando na morte do sargento.

Da discussão à tragédia

Rullian Ricardo da Silva, promovido a sargento um ano antes de sua morte, estava insatisfeito com a desorganização das escalas de trabalho no feriado de Páscoa. Uma discussão com o capitão Laroca culminou no trágico desfecho, com disparos efetuados pelos oficiais, resultando na morte do policial.

A busca por justiça

O Conselho Especial de Justiça da 4ª Auditoria Militar determinou as penas para os réus, mas a família de Rullian enfatiza que a luta por justiça continua. Após três anos de angústia, a condenação representa um alívio, mas o desejo de ver os PMs presos persiste.

Fonte: https://g1.globo.com

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