Itapevi amanheceu em meio ao caos nesta terça-feira (13/01/2026). Logo nas primeiras horas do dia, moradores foram surpreendidos pelo intenso barulho de aeronaves, incluindo helicóptero da reportagem da Rede Globo, sobrevoando a cidade para registrar mais um episódio de falha grave no sistema ferroviário que atende a região. O problema, no entanto, já havia impactado diretamente milhares de trabalhadores e estudantes antes mesmo de qualquer esclarecimento oficial.

Uma falha operacional da CPTM afetou a Linha 8-Diamante, provocando velocidade reduzida entre as estações de Itapevi e Jandira, em razão de uma falha elétrica. O episódio evidenciou, mais uma vez, o desrespeito com a população, que permaneceu por horas aguardando nas plataformas sem qualquer aviso prévio, informação clara ou orientação adequada.

Em Itapevi, o cenário foi de superlotação, atrasos e revolta. Passageiros relataram que os trens demoravam excessivamente, circulavam cheios e que nenhum comunicado sonoro ou visual foi feito pela concessionária no momento crítico da falha. A ausência de transparência e comunicação agravou a situação, deixando usuários completamente no escuro.

Além da Linha 8-Diamante, a Linha 12-Safira também apresentou problemas. Embora tenha sido oficialmente normalizada, operava com velocidade reduzida no trecho entre Brás e Tatuapé, devido à queda de um muro sobre a via. Outras linhas da malha ferroviária registraram ocorrências pontuais, como falhas na rede elétrica e casos de pessoa na via, o que levou à necessidade do uso do sistema de ônibus de apoio (PAESE).

O episódio reforça um sentimento recorrente entre os moradores de Itapevi: a cidade segue sendo duramente impactada por falhas no transporte público, sem o devido respeito aos cidadãos que dependem diariamente do trem para trabalhar e estudar. A presença de helicópteros e equipes de reportagem apenas evidenciou um problema antigo, vivido rotineiramente pela população, mas que só ganha grande visibilidade quando o colapso é total.

A população cobra respostas, transparência e respeito. Falhas podem acontecer, mas o silêncio e a falta de comunicação com os usuários são inaceitáveis. Itapevi exige ser tratada com a seriedade e a dignidade que sua população merece.

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