O ex-governador do Acre, Gladson de Lima Cameli, filiado ao PP, foi sentenciado a 25 anos e 9 meses de prisão por crimes que incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. A sentença, proferida pelo Superior Tribunal de Justiça após ação do Ministério Público Federal, prevê o cumprimento da pena em regime fechado, podendo ainda haver possibilidade de recurso.
A condenação e os detalhes do caso
A decisão, baseada em investigações da Controladoria-Geral da União, aponta que Cameli liderava uma estrutura criminosa formada por integrantes de sua família, políticos e empresários, atuando de forma ilícita desde 2019. Os prejuízos aos cofres públicos acreanos superam R$11 milhões, resultado de esquemas fraudulentos que envolviam desvios financeiros e corrupção.
O ex-governador é acusado de participar diretamente de um esquema fraudulento de contratação de uma construtora ligada a seu irmão para obras no estado. A empresa teria recebido mais de R$18 milhões de forma indevida, com sobrepreço e superfaturamento dos serviços. A quantia desviada ultrapassou 50% do valor do contrato, beneficiando Cameli e seus familiares.
As determinações do STJ e as consequências
Além da pena de prisão e do pagamento de multa e indenização ao estado do Acre, estabelecidos pelo STJ, Cameli também perdeu o cargo de governador após renunciar para concorrer a uma vaga no Senado. A determinação judicial visa a ressarcir os danos causados e punir de forma exemplar os envolvidos nos atos ilícitos.
Em nota, o ex-governador afirmou que recorrerá da decisão no Supremo Tribunal Federal, buscando reverter a condenação. O caso, que envolve altos valores desviados e atos de corrupção, destaca a importância do combate à impunidade e da responsabilização de agentes públicos envolvidos em práticas ilícitas.



