Após quase 45 anos, o governo brasileiro emitiu um pedido público de desculpas pelo desaparecimento de Paulo de Tarso Celestino da Silva, ex-aluno de Direito da Universidade de Brasília (UnB), vítima da repressão da ditadura militar aos 27 anos.
O pedido de desculpas foi feito durante cerimônia na UnB, com a participação de familiares e ex-colegas da vítima, da comunidade acadêmica e de membros da Comissão de Mortos e Desaparecidos na ditadura e da Comissão de Anistia.
Reparação histórica
O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania afirmou que o ato simbólico busca promover uma reparação tanto a Paulo de Tarso Celestino e sua família, quanto a toda a população brasileira, reconhecendo as violações sofridas durante a ditadura.
Paulo de Tarso, militante da Ação Libertadora Nacional, desapareceu em 1971 e foi considerado morto pela Lei 9.140, de 1995. Segundo relatos, ele foi capturado e levado à ‘Casa da Morte’, onde foi torturado. Veja também: Como Montar um Espaço Seguro para o Gato: Dicas Práticas.
Durante a cerimônia, a ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Melo, fez o pedido de desculpas oficial em nome do Estado brasileiro, reconhecendo a responsabilidade pelas graves violações de direitos humanos ocorridas na época.
Reconhecimento e memória
A reitora da UnB, Rozana Naves, destacou a importância de lembrar a história de Paulo de Tarso em defesa da liberdade de pensamento e da luta contra o autoritarismo. Ela ressaltou que o ato visa honrar a memória das vítimas da ditadura e fortalecer as políticas de verdade e memória no país.



