Após o registro de 16 casos de sarampo em São Paulo, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) emitiu um alerta enfatizando a importância da vacinação entre os trabalhadores. O objetivo é prevenir surtos nos locais de trabalho e nas comunidades onde vivem.
A entidade solicitou que as empresas facilitem o acesso dos profissionais aos serviços de vacinação e realizem campanhas educativas embasadas em evidências científicas.
Vacinação contra o sarampo: uma medida crucial
O sarampo é uma doença altamente transmissível que pode ser prevenida principalmente por meio da vacinação. Embora o Brasil tenha recuperado a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus em 2024, casos importados e surtos locais continuam sendo registrados, como os 19 casos confirmados este ano.
A ANAMT recomenda que todos os trabalhadores verifiquem seu histórico de vacinação e busquem uma unidade de saúde caso não tenham sido vacinados contra o sarampo ou tenham dúvidas sobre sua imunização.
Vacinação e orientação médica
Durante consultas ocupacionais, exames médicos e outros procedimentos, os médicos do trabalho devem orientar os trabalhadores sobre a importância da vacinação e esclarecer dúvidas, especialmente entre os profissionais da saúde e outros grupos de alto risco.
A principal vacina contra o sarampo é a tríplice viral, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde. O Programa Nacional de Imunizações prevê sua aplicação aos 12 meses de idade e posteriormente com a tetra viral aos 15 meses.
Pessoas de 1 a 29 anos sem comprovação de duas doses devem completar o esquema. Entre 30 e 59 anos, uma dose é suficiente, exceto para os profissionais da saúde, que necessitam de duas doses.
Em situações específicas, como ações de bloqueio vacinal, crianças de 6 a 11 meses podem receber a chamada ‘dose zero’. A vacina é contraindicada para gestantes, menores de 6 meses, imunossuprimidos e pessoas com histórico de reação alérgica grave.



