O eletricista Vanderlei Magalhães Natividade, que é apontado como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil, da empresária Karina da Gama, está no centro de uma polêmica envolvendo o contrato milionário da entidade com a Prefeitura de São Paulo.
Os advogados de defesa de Natividade afirmam que ele nunca exerceu efetivamente qualquer atividade no instituto, apesar de estar formalmente registrado como tesoureiro. A Polícia Federal identificou sua assinatura em documentos relacionados a movimentações financeiras que totalizaram cerca de R$ 83 milhões em apenas um ano.
Vínculo com o Instituto e a empresária Karina da Gama
Natividade forneceu seus dados há 12 anos para auxiliar na criação do Instituto Conhecer Brasil a pedido de sua prima, Karina da Gama. Porém, segundo seus advogados, ele nunca gerenciou contas da entidade ou recebeu qualquer valor em relação à suposta função de tesoureiro.
A defesa alega que a proximidade familiar com Karina explicaria o uso de seu nome na constituição do instituto, mas ressalta que ele não possui envolvimento com questões políticas, culturais ou de produção de eventos.
Posicionamento do Instituto Conhecer Brasil
O Instituto Conhecer Brasil ainda não se pronunciou sobre a permanência de Natividade como tesoureiro, conforme apontado nas investigações da Polícia Federal. Enquanto isso, a defesa de Karina da Gama apresentou uma reclamação constitucional ao STF após a operação policial.
A reclamação constitucional tem o objetivo de assegurar a competência do tribunal e o cumprimento de suas decisões, segundo o advogado Ricardo Sayeg, representante de Karina. Ela tem colaborado com as investigações, entregando mais de 20 mil páginas de documentos à PF.
Fonte: https://g1.globo.com



