O dólar fechou novamente acima de R$ 5,20 e a bolsa de valores de São Paulo encerrou o primeiro pregão de julho em queda, refletindo a expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos, o que fortaleceu a moeda norte-americana e reduziu o interesse por ativos de risco.
No mercado interno, investidores também acompanharam indicadores econômicos e notícias sobre o cenário eleitoral em 2026.
O dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209, atingindo o maior nível desde março. O principal impulso para essa valorização foi o cenário externo, com investidores ajustando posições diante da postura cautelosa do Federal Reserve (Fed) dos EUA.
No mercado de trabalho dos EUA, dados indicaram a criação de 98 mil empregos em junho, com expectativa para o relatório oficial de emprego, o payroll, a ser divulgado na quinta-feira, o que pode influenciar a política monetária americana.
Na B3, o Ibovespa fechou em queda de 0,20%, refletindo a expectativa em torno da política monetária dos EUA e o saldo negativo dos investimentos estrangeiros na bolsa brasileira. Ações de bancos e petroleiras oscilaram, enquanto as de mineradoras se mantiveram estáveis.
Acompanhando as declarações de dirigentes do Fed e BCE, investidores aguardam definições sobre a redução dos juros. No Brasil, o fluxo cambial positivo teve impacto limitado nos mercados, com a expectativa de que indicadores econômicos dos EUA determinem a direção dos investimentos nas próximas semanas.
