No dia 13 de setembro de 1987, há quase 40 anos, dois catadores de lixo entraram no prédio abandonado do Instituto Goiano de Radioterapia (IGR), em Goiânia. Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves encontraram um equipamento de radioterapia contendo césio-137 e levaram para casa, desencadeando o maior incidente radiológico do Brasil.
Tragédia silenciosa exposta no documentário
O curta-metragem ‘Lourdes e Leide’, do diretor Angelo Lima, exibido no Festival Bonito CineSur, retrata a tragédia vivida por dona Lourdes, que perdeu a filha Leide aos 6 anos de idade devido à exposição ao césio-137. O filme emocionou a todos com a história de uma família que sofreu perdas irreparáveis.
Exposição fatal ao material radioativo
O césio-137 foi manuseado inadvertidamente por familiares e amigos, resultando em sintomas graves e morte para algumas pessoas. Leide das Neves, a primeira vítima fatal do acidente, precisou ser sepultada em um caixão de chumbo para conter a radiação emitida por seu corpo.
Mais de três décadas depois, a família de dona Lourdes ainda sofre com as consequências desse trágico episódio, como a perda recente de outro filho, Lucimar das Neves Ferreira, que faleceu aos 14 anos. Veja também: O que são sonhos lúcidos e como ter experiências incríveis.
Impacto duradouro na vida das vítimas
O presidente da Associação das Vítimas do Césio-137 destacou a importância de oferecer apoio à família de Lourdes, que passou por momentos difíceis e enfrentou o preconceito da sociedade. O documentário expõe a realidade de uma tragédia que marcou a história do Brasil e alerta para a necessidade de reparação dos danos causados.
O Festival Bonito CineSur proporcionou um espaço para a memória das vítimas e a reflexão sobre as consequências de acidentes nucleares. A exposição de fotos complementou a exibição do filme, revelando detalhes como o enterro de Leide e as dificuldades enfrentadas pela família após o acidente.



