Relatórios exclusivos obtidos pela GloboNews revelam que a plataforma Discord levou quase 17 dias para remover servidores e transmissões ao vivo com conteúdo envolvendo automutilação, estupros virtuais, abusos sexuais, entre outros crimes. Os documentos compilaram 63 comunicações emergenciais feitas pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, apontando uma média de resposta de 17 horas por parte da plataforma.

Segundo os relatórios, o Discord não implementa mecanismos eficazes para restringir o acesso de menores a conteúdos impróprios, o que levou a Polícia Civil a alertar sobre a conduta da empresa. O Ministério Público de São Paulo e a Agência Nacional de Proteção de Dados também foram informados sobre a demora na remoção de servidores com práticas criminosas graves.

Após suspender as transmissões ao vivo no Brasil devido a casos de violência e assédio, o Discord enfrenta um processo do governo que pede uma indenização de R$ 500 milhões. Os relatórios do Noad destacam a demora da plataforma em lidar com situações de risco, como automutilação, estupro virtual, maus-tratos a animais e outros crimes.

Resposta Lenta e Riscos Emergenciais

Os relatórios apontam que, em casos de urgência, a remoção dos servidores notificados pelo Noad levava em média 17 horas, o que foi considerado um atraso significativo pela Polícia Civil. Foram identificados diversos riscos, como automutilação, estupro virtual, incitação ao suicídio, abuso sexual infantil, entre outros, que demandavam intervenção imediata.

O Discord, em alguns casos, levou até 17 dias para remover servidores com conteúdo criminoso, mesmo após alertas da polícia. A falta de medidas eficazes de verificação de cadastro e a demora na resposta foram criticadas pelos investigadores, que apontam a necessidade de ações mais rápidas e efetivas por parte da plataforma.

Tempo de Resposta e Gravidade dos Crimes

O Discord enfrenta críticas pela demora na remoção de servidores com práticas criminosas graves, como incentivo à automutilação, estupros virtuais e pornografia infantil. A falta de ação rápida em casos de urgência levanta preocupações sobre a segurança dos usuários, especialmente menores de idade expostos a conteúdos inapropriados.

Fonte: https://g1.globo.com

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