A Operação Vectura Corrupta, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, revelou possíveis conexões entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e 12 das 22 empresas de ônibus que atuam na capital paulista.
O ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, foi preso no desenrolar das investigações, enquanto o nome do vereador Milton Leite (União) também surgiu em decisões judiciais relacionadas ao caso, ainda sob investigação.
Por que os ônibus despertam interesse do PCC?
Segundo o professor Ciro Biderman, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o foco da facção não está diretamente ligado ao dinheiro em circulação nos ônibus, mas sim às oportunidades de investimento, lavagem de dinheiro e estabelecimento de relações com agentes públicos.
As características dos ônibus, como a necessidade de grande aporte financeiro, operação menos complexa e fluxo diário de dinheiro, tornam o setor atrativo para atividades ilícitas.
A relação com o poder público
Além da movimentação de recursos, o transporte coletivo oferece à organização criminosa acesso a relações institucionais e agentes públicos, o que pode influenciar decisões administrativas e contratos.
As empresas investigadas respondem por 41% dos passageiros transportados na cidade, mostrando a relevância do controle sobre o setor para a facção criminosa.
Fonte: https://g1.globo.com



