O Sambaqui do Buracão, situado no km 17 da Rodovia Guarujá-Bertioga, no litoral de São Paulo, se revela como um verdadeiro tesouro arqueológico. Pesquisas documentaram 43 sepultamentos nesse sítio pré-colonial, que desperta curiosidade e mistério.

O Buracão, conhecido desde a década de 1940, despertou o interesse do pesquisador italiano Ettore Biocca, tornando-se foco de estudos intensos nos anos 1960. A construção da rodovia teve um impacto direto no local, destruindo parte significativa do sambaqui, mas deixando vestígios que contam histórias antigas.

Sepultamentos e descobertas impressionantes

Um estudo minucioso revelou que, dos 43 sepultamentos registrados, um deles era duplo, elevando o número mínimo de indivíduos para 44. Entre os materiais associados aos corpos, encontram-se elementos como pedras, valvas de moluscos, dentes de peixes e mamíferos, ossos de animais e pigmento ocre, que enriquecem a compreensão desse antigo povo.

Dentre as descobertas mais impressionantes estão os dentes de tubarão-branco modificados por humanos, sem um significado religioso específico atribuído. Esses achados, junto com os 190 elementos de pedra, 435 valvas de moluscos e 326 ossos de animais, ajudam a reconstruir um passado distante e intrigante. Veja também: Os Melhores Sites para Aprender Programação Hoje.

Relevância histórica e desafios atuais

Com cerca de dois mil anos de existência, o Sambaqui do Buracão é um importante registro arqueológico do litoral paulista. No entanto, a incerteza sobre a preservação dos 43 sepultamentos sob a rodovia permanece, destacando a necessidade de mais estudos e preservação desse patrimônio.

O acervo do MAE-USP guarda os restos humanos e materiais arqueológicos retirados do sítio, alimentando pesquisas e descobertas contínuas. O Sambaqui do Buracão não apenas revela segredos do passado, mas desafia a compreensão do presente e inspira a proteção de nossa história ancestral.

Fonte: https://g1.globo.com

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