A deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, trouxe à tona à Polícia Civil ameaças de morte e violência sexual que enfrentou durante o período eleitoral.

As mensagens recebidas pela parlamentar incluíram ataques machistas, racistas e ameaças de estupro, além da exposição de dados pessoais como endereço residencial, número de telefone e documentos. Diante disso, o partido responsável pela deputada contratou segurança armada para garantir sua proteção.

Contexto Eleitoral e Ameaças Virtuais

Ana Elisa já havia compartilhado nas redes sociais prints de um e-mail perturbador recebido em setembro. O remetente se identificou como membro de um grupo de extrema-direita e supremacista branco Ku Klux Klan, ameaçando-a de maneira violenta e repugnante.

Com um total de 524.219 votos nas eleições, Ana Elisa se tornou a segunda mais votada para deputada federal em Minas Gerais, bem como a mulher mais votada na história do estado para a Câmara dos Deputados. Além disso, conquistou o título de deputada federal mais jovem do Brasil, aos 21 anos de idade. Veja também: Como a tecnologia afeta a comunicação humana hoje.

Violência Política e Denúncias

Organizações entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatos alarmantes de violência contra mulheres candidatas durante as eleições de 2026. Tais agressões incluíram violência física, verbal, ameaças de morte e estupro. Dados do TSE evidenciam um crescimento de 11 vezes na violência política de gênero entre 2022 e 2026.

Para orientação e denúncia, mulheres em situação de violência política ou qualquer pessoa ciente desses crimes contra mulheres podem acionar diferentes canais institucionais, como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, ouvidorias, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridades policiais e outros órgãos competentes.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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