Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira (6) pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
O acordo, que entrou em vigor recentemente, estabeleceu uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reduzindo tarifas sobre produtos brasileiros exportados para a Europa.
Possível aprovação do acordo
Os termos do pacto foram assinados em janeiro entre os representantes dos dois blocos em Assunção, no Paraguai. No entanto, a aplicação definitiva aguarda a decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, o que pode levar até dois anos.
Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu, expressou otimismo: ‘Esperamos uma decisão positiva do Tribunal de Justiça e posterior aprovação no Parlamento Europeu’. Veja também: Estratégias de Redes Sociais para Empresas Locais: Guia Prático.
Impacto econômico no Brasil
A implementação inicial do acordo resultou em mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa com tarifa zerada, beneficiando diversos setores, incluindo a indústria. Mais de 5 mil produtos já se beneficiam da redução de tarifas, aumentando a competitividade internacional do Brasil.
O presidente em exercício, Alckmin, ressaltou que o acordo foi elaborado com equilíbrio e prevê salvaguardas para os setores produtivos, destacando os benefícios mútuos para ambos os lados.
Desenvolvimentos futuros
Com a definição das tarifas, que abrangem apenas uma pequena porcentagem das exportações e importações brasileiras, a expectativa é que a maior parte do comércio entre os blocos ocorra sem limitações, fortalecendo as relações econômicas.
O acordo, que envolve 31 países e um mercado consumidor de 720 milhões de pessoas, promete impactar positivamente a economia global.



