Uma investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) revelou que a Voepass, companhia aérea de Ribeirão Preto (SP), mantinha uma ‘cultura de normalização de desvios’ em suas práticas de manutenção. Essa rotina de falhas resultou em um desastre que culminou na morte de 62 pessoas a bordo de um avião da empresa em 2024, no interior de São Paulo.

Falhas e Desvios na Manutenção da Voepass

Segundo o relatório divulgado pelo Cenipa, a empresa adotava práticas como ‘maquiagem’ nos prazos de utilização de peças para liberar aeronaves, omissão de panes nos diários de bordo e negligência em bases de manutenção secundárias. O tenente-coronel Paulo Mendes Fróes, investigador do Cenipa, destacou que a normalização de desvios era tão intensa que mecânicos realizavam serviços sem supervisão, colocando a segurança em risco.

Falhas na Manutenção e Fiscalização

O relatório final apontou falhas da Voepass, dos pilotos e da fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, foi identificado um erro no limpador de para-brisa da aeronave que a tornava inadequada para voar em condições de chuva. A companhia aérea, em nota, lamentou o ocorrido e afirmou colaborar com as investigações de forma transparente desde o início. Veja também: Como Fazer a Troca de Pneus em Casa: Guia Completo e Prático.

Ao analisar voos anteriores e relatórios de inspeção, o Cenipa apontou múltiplas vulnerabilidades na cultura organizacional da Voepass. Entre as principais falhas destacadas estavam a ‘maquiagem’ nos prazos de manutenção, onde peças defeituosas eram trocadas por outras igualmente danificadas para burlar as regras de segurança. Além disso, a ocultação de panes no Diário de Bordo era frequente, com pilotos evitando registrar verbalmente problemas para não deixar a aeronave parada por muito tempo.

Fonte: https://g1.globo.com

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