O Banco do Brasil (BB) enfrenta um cenário desafiador com a forte queda de 54% em seu lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2026. Pressionado pelo aumento na inadimplência do crédito rural, a instituição registrou um lucro de R$ 3,4 bilhões, conforme balanço divulgado recentemente.
Desafios e Projeções
Além da queda nos resultados, o BB reduziu sua previsão de lucro para o ano de 2026, estimando um valor entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões, ante a projeção anterior de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões. A principal questão que tem impactado o banco está no crédito rural, com aumento dos atrasos de pagamento entre os produtores rurais.
A provisão para perdas, destinada a cobrir empréstimos com risco de calote, subiu para R$ 16,8 bilhões, refletindo o aumento da inadimplência nas operações com produtores rurais. O índice de inadimplência no agronegócio atingiu 6,22%, um avanço de 3,5 pontos percentuais em um ano, enquanto a inadimplência geral do banco ficou em 5,05%.
Desdobramentos e Ações
Diante do cenário desafiador, o Banco do Brasil adotou medidas para minimizar os impactos da crise no campo, incluindo reforço nos mecanismos de cobrança e renegociação de dívidas. O programa BB Regulariza Dívidas Agro possibilitou a renegociação de R$ 37,9 bilhões e atendeu mais de 25,5 mil produtores rurais, com mais de 73 mil operações repactuadas.
Apesar das adversidades, a carteira total de crédito do banco cresceu 2,2% em um ano, alcançando R$ 1,3 trilhão. Destaque para o segmento de pessoas físicas impulsionado pelo crédito consignado. Os ativos totais do banco encerraram o trimestre em R$ 2,6 trilhões, com patrimônio líquido de R$ 194,9 bilhões.
