A pacata cidade de Jaboticabal, no interior de São Paulo, foi palco de um brutal crime que chocou a comunidade e o país. Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e seus três filhos, Eduardo Felipe Lima dos Santos, de 10, Victor Hugo Lima dos Santos, de 8, e Luiz Henrique Lima dos Santos, de 6, foram encontrados mortos após dias de intenso desaparecimento. O companheiro de Sabrina, Milton Gonçalves Filho, funcionário público, confessou ser o autor dos bárbaros assassinatos, revelando que os corpos estavam enterrados em covas rasas em uma área de mata próxima à fazenda onde moravam, na área rural de Jaboticabal. A família das vítimas, em especial o tio de Sabrina, Anderson Braz de Almeida, expressa dor profunda e um veemente pedido por justiça, lamentando a crueldade do ocorrido e a perda inestimável de quatro vidas.

A busca por Sabrina e os filhos

O drama começou na última quinta-feira, 18 de abril, quando Sabrina de Almeida Lima e seus três filhos foram vistos pela última vez. O desaparecimento de uma mãe e três crianças gerou grande apreensão na família e mobilizou as autoridades de Jaboticabal. Inicialmente, o companheiro de Sabrina, Milton Gonçalves Filho, tentou desviar a atenção e criar uma narrativa falsa sobre o sumiço.

A farsa e o despertar da desconfiança

Milton Gonçalves Filho, em um primeiro momento, alegou à polícia e aos familiares de Sabrina que ela havia saído de casa para usar cocaína e levado os meninos consigo. Ele teria demorado para avisar a família de Sabrina, só o fazendo no sábado, 20 de abril, dois dias após o desaparecimento. Essa demora e a versão apresentada por Milton levantaram suspeitas entre os parentes da mulher. A mãe de Sabrina, Joviniana Braz de Almeida, contestou veementemente a história do genro, afirmando na segunda-feira, 22 de abril, que sua filha, embora já tivesse tido problemas com drogas, estava limpa há dez meses.

Anderson Braz de Almeida, tio de Sabrina, também não se convenceu. Ele contou que Sabrina havia levado mangas para a mãe e para a avó na quinta-feira. Na sexta-feira, um sobrinho de Anderson mandou uma mensagem para Milton pedindo que fossem à casa da mãe, que havia comprado remédios para as crianças. Milton visualizou a mensagem, mas não respondeu. No sábado, ele simplesmente apareceu com a notícia do “desaparecimento” de Sabrina, sem questionar se ela estava na casa da família. A ausência de um celular próprio para Sabrina, com os contatos sendo feitos apenas pelo aparelho do companheiro, dificultava a comunicação e aumentava a preocupação.

Com o boletim de ocorrência registrado no sábado, as buscas por Sabrina e pelos filhos foram intensificadas no domingo, 21 de abril. Na segunda-feira, além do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Grupamento de Ações em Emergências e Desastres (GAED), com um cão farejador vindo de São Paulo, uniram-se aos esforços para localizar a família. A comunidade de Jaboticabal vivia em suspense, torcendo por um desfecho positivo para o caso.

A confissão e o horror dos detalhes

O desfecho trágico veio na terça-feira, 23 de abril, quando Milton Gonçalves Filho confessou os assassinatos. Ele foi preso em flagrante e levou os policiais até uma área de mata próxima à fazenda onde viviam, na zona rural de Jaboticabal, revelando os locais onde havia enterrado os corpos de Sabrina e das crianças em covas rasas.

O papel do filho e a comoção social

À polícia, Milton afirmou ter utilizado uma marreta e um facão para cometer os crimes. As armas e uma pá, usada para cavar as covas, foram apreendidas pelas autoridades. Segundo o delegado Oswaldo José da Silva, Milton Gonçalves Filho matou Sabrina no mesmo dia do suposto desaparecimento. “Ele falou que no dia mesmo que ela desapareceu, na quinta-feira, ela deixou a residência, ele saiu à procura dela, encontrou, só que ela deve ter se recusado a voltar para casa, esse detalhe ele não explicou, e ele resolveu por fim à vida dela. Como as crianças estavam junto e seriam testemunha, ele acabou dando o mesmo fim às crianças”, explicou o delegado, descrevendo a frieza do assassino.

A notícia da confissão e da localização dos corpos chocou Jaboticabal. Dezenas de pessoas se reuniram em frente à delegacia na tarde da terça-feira, clamando por justiça para as vítimas. No fim da noite do mesmo dia, o filho de Milton, que estava na casa quando Sabrina e os filhos desapareceram, também foi preso por suspeita de envolvimento nos crimes. As defesas dos suspeitos não foram localizadas para comentar o caso. Os corpos de Sabrina, Eduardo, Victor Hugo e Luiz Henrique foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Araraquara para exames periciais. Até o momento, não há informações sobre os velórios e enterros das vítimas, que ainda aguardam a liberação dos corpos.

O clamor por justiça e a dor dos familiares

A brutalidade dos crimes em Jaboticabal deixou a família das vítimas em profunda dor e com um desejo ardente de justiça. O tio de Sabrina, Anderson Braz de Almeida, que manteve a esperança de que as crianças pudessem ter sido abandonadas e não mortas, expressou seu choque e sua indignação diante da monstruosidade dos atos. “Nós imaginávamos que esse monstro tinha matado minha sobrinha, mas tínhamos a esperança de ele ter largado as crianças no meio do mato e não ter matado as crianças também. Desde o começo imaginávamos que ele teria matado ela, mas não imaginávamos que teria matado as crianças também. É muita monstruosidade”, desabafou Anderson.

O pedido por justiça é unânime entre os familiares e a comunidade que se solidariza com a tragédia. Anderson espera que o agressor receba a pena máxima, servindo de exemplo e impedindo que crimes de tamanha crueldade fiquem impunes. “Meu desejo é que a Justiça seja feita, que ele não saia pela porta da frente da delegacia, que ele e o filho dele e todas as pessoas envolvidas sejam presos e cumpram a pena, que eles peguem no mínimo 110 anos de cadeia para que possam cumprir os 40 anos que a lei determina que eles fiquem presos”, afirmou, refletindo a angústia e o anseio por uma resposta legal firme diante de tamanha barbárie. A comunidade de Jaboticabal e todo o país aguardam que a justiça seja cumprida para Sabrina e seus três filhos, cujas vidas foram tragicamente interrompidas.

FAQ

O que aconteceu em Jaboticabal?
Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e seus três filhos – Eduardo Felipe (10), Victor Hugo (8) e Luiz Henrique (6) – foram encontrados mortos após um desaparecimento de dias. O companheiro de Sabrina, Milton Gonçalves Filho, confessou os assassinatos.

Quem são as vítimas dos crimes?
As vítimas são Sabrina de Almeida Lima, de 27 anos, e seus filhos Eduardo Felipe Lima dos Santos, de 10 anos, Victor Hugo Lima dos Santos, de 8 anos, e Luiz Henrique Lima dos Santos, de 6 anos.

Quem confessou os assassinatos e foi preso?
Milton Gonçalves Filho, companheiro de Sabrina e funcionário público, confessou ter matado a mulher e os enteados. Ele foi preso em flagrante.

Há outros envolvidos nos crimes?
Sim, o filho de Milton Gonçalves Filho também foi preso por suspeita de envolvimento nos crimes.

Qual foi o motivo alegado para os assassinatos?
O delegado informou que Milton matou Sabrina após uma recusa dela em voltar para casa. As crianças foram mortas porque seriam testemunhas do crime contra a mãe.

Mantenha-se informado sobre este e outros casos de grande repercussão acompanhando nossa cobertura jornalística.

Fonte: https://g1.globo.com

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!