Uma coxinha de ostra exótica defumada com queijo e catupiry revelou uma surpresa inesperada durante o 1º Festival GastroMangue em Cananéia, litoral de São Paulo. Além de ser um salgado fora do comum, o quitute escondia uma pequena pérola, descoberta pela personal trainer Carina Lisboa, de 41 anos, enquanto saboreava a iguaria.

O restaurante Ponto das Ostras, conhecido pela preparação da coxinha há quase duas décadas, adaptou a receita para o festival, utilizando a ostra exótica Saccostrea cucullata, espécie invasora originária da Ásia. A proposta do evento era transformar um problema ambiental em uma oportunidade gastronômica, incentivando a criação de pratos com a ostra exótica.

A Descoberta da Pérola na Coxinha

Carina encontrou a pérola ao morder a coxinha e sentir algo duro na boca, surpreendendo a todos no restaurante. A receita, elaborada originalmente com ostra nativa de Cananéia, ganhou destaque com a ostra exótica, conferindo um sabor mais marcante ao recheio, composto por ostra cozida, catupiry e muçarela.

A História por Trás da Coxinha de Ostra

Segundo a proprietária do restaurante, Paula Monteiro, a receita da coxinha surgiu durante uma Festa do Mar, onde diferentes pratos à base de ostra foram desenvolvidos. A ostra exótica, fornecida pela Unesp, trouxe um toque especial ao salgado, atraindo clientes que não tinham o hábito de consumir ostras.

A descoberta da pérola na coxinha se tornou uma história única para a família que trabalha com ostras há décadas. O pai de Paula, que atua com o molusco desde os 13 anos, nunca havia encontrado uma pérola em suas atividades.

O Valor da Pérola e a Ostra Invasora

A raridade da pérola encontrada na coxinha chamou mais atenção do que seu possível valor, segundo o biólogo Ricardo Samelo. A esfera, caracterizada como uma pérola barroca, talvez não ultrapasse os R$ 50, porém, a peculiaridade do achado é o destaque.

A ostra exótica, conhecida como “tampinha”, é retirada de manguezais em Cananéia, após ameaçar espécies nativas. Sua presença na região tem gerado preocupações ambientais, econômicas e sociais, devido à disputa de espaço com ostras nativas.

Fonte: https://g1.globo.com

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