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Consumo impulsivo e facilidade de crédito geram aumento no endividamento

© Joédson Alves/Agência Brasil

O hábito de parcelar compras rotineiras em supermercados, postos de gasolina e farmácias tem se tornado cada vez mais comum. O consumidor, atraído pela possibilidade de dividir o pagamento em até três vezes sem juros, acaba optando por deixar a despesa para ser quitada a prazo, ao invés de pagá-la à vista ou no cartão de crédito.

A socióloga Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), observa que muitas pessoas estão recorrendo ao crediário para pagar despesas do orçamento mensal. Essa prática, porém, pode levar a uma desorganização financeira, transformando o crédito em um complemento da renda, ao invés de ser utilizado para a aquisição de produtos duráveis e de maior valor.

O perigo da ansiedade de consumo e do endividamento

A economista Katherine Hennings, pesquisadora associada da Fundação Getulio Vargas (FGV), alerta que a facilidade de crédito pode intensificar a chamada ‘ansiedade de consumo’. O impulso por adquirir produtos muitas vezes está relacionado a estímulos publicitários, sem uma devida reflexão sobre as consequências financeiras.

Planejamento financeiro e educação como solução

Para evitar o endividamento excessivo, especialistas como Isabela Tavares e Carlos Castro ressaltam a importância da educação financeira. Tavares destaca a necessidade de compreender que o limite do cartão de crédito não se traduz em renda adicional, enquanto Castro enfatiza a importância de programas emergenciais como o Desenrola 2, mas defende a necessidade de medidas estruturais para evitar reincidências.

De acordo com dados do Banco Central, a inadimplência das famílias atingiu R$ 238,5 bilhões em março, representando 5,3% do crédito total concedido.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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