A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Sistema Único de Saúde (SUS) está promovendo quatro consultas públicas para ouvir a população sobre a possibilidade de incluir o medicamento pembrolizumabe como tratamento para câncer. Os tipos de câncer em questão são de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero.
Atualmente, o pembrolizumabe já é utilizado no SUS para o tratamento de melanoma metastático, uma forma agressiva de câncer de pele que se espalha para outros órgãos.
Essa terapia avançada atua estimulando o sistema imunológico do paciente a combater as células cancerígenas, apresentando eficácia e sendo menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, resultando em menos efeitos colaterais para os pacientes.
O medicamento, produzido pela farmacêutica norte-americana MSD, firmou parceria com o Instituto Butantan para produção nacional, o que reduzirá os custos para o SUS. A expectativa é atender cerca de 13 mil pacientes por ano, se a incorporação para os quatro tipos de câncer for aprovada. Veja também: Dicas Práticas para Reformar seu Apartamento Gastando Pouco.
Desafios e Perspectivas
Em um parecer inicial, a Conitec recomendou a não incorporação do medicamento, devido a incertezas sobre custo-benefício, impacto orçamentário e expectativa de renegociação de preço. O impacto financeiro pode variar entre R$ 2 bilhões e 3 bilhões em cinco anos.
A MSD argumenta que o pembrolizumabe tem aumentado a sobrevida dos pacientes e melhorado a qualidade de vida, mas aguarda contribuições da população durante a consulta pública para decisão final.
Profissionais e pacientes que utilizaram o medicamento podem contribuir com relatos sobre o tratamento e seus resultados. A participação na consulta está aberta até junho, com formulário disponível no site da Conitec.



