O primeiro turno das eleições de 2026 apresentou uma redução significativa na abstenção de eleitores com mais de 70 anos. De acordo com um levantamento do Movimento Voto 70+, a iniciativa que promove a participação política dos idosos, a abstenção nessa faixa etária caiu 9,7 pontos percentuais em relação a 2022.
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pelo movimento revelam que a porcentagem de eleitores acima de 70 anos que não compareceram para votar passou de 58,8% em 2022 para 49,1% neste ano.
Aumento do comparecimento e expansão do eleitorado
O crescimento do comparecimento dos eleitores idosos ocorreu em um cenário de expansão do eleitorado nessa faixa etária, que saltou de 14,9 milhões em 2022 para 17,2 milhões em 2026. Caso sejam considerados os eleitores com mais de 60 anos, o número cresce para 36,8 milhões.
Para Cléa Klouri, idealizadora do Movimento Voto 70+, o aumento do comparecimento é um avanço significativo, demonstrando que o envelhecimento não deve significar afastamento da vida política. “Estamos falando de uma geração que ajudou a construir o país e que continua tendo muito a contribuir para as decisões sobre o próprio futuro”, afirma. Veja também: Dicas para Fritar Sem Óleo: Receitas e Técnicas Práticas.
Desafios e campanhas de incentivo
O Movimento Voto 70+ pretende ampliar o debate sobre os obstáculos que impedem o comparecimento dos idosos às urnas, como limitações de mobilidade, ausência de redes de apoio e etarismo. A campanha “Vovó Vota” busca aproximar netas e avós durante as eleições, enfrentando barreiras que contribuem para a abstenção feminina, como dificuldades de mobilidade e desestímulo familiar.
No segundo turno, o comparecimento dos eleitores com mais de 70 anos continua sendo incentivado, uma vez que o voto pode ser utilizado pelo INSS para a prova de vida automática de aposentados e beneficiários de programas assistenciais, mesmo para aqueles que não votaram no primeiro turno.



