Uma rede de lojas de pneus em Ribeirão Preto está no centro de uma polêmica envolvendo cobrança de defeitos inexistentes. O engenheiro de segurança Paulo Robson de Oliveira afirma ter sido lesado pela Pneu Z, alvo de uma operação da Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) por suspeita de golpe. Ele gastou cerca de R$ 10 mil em serviços que considera desnecessários.

A investigação policial resultou em mandados de busca e apreensão em Jardinópolis (SP), na residência do responsável pela marca, e em duas lojas localizadas na Avenida Francisco Junqueira, em Ribeirão Preto (SP), além de uma central de telemarketing na região. Segundo as autoridades, a suspeita é de que clientes que buscavam serviços simples eram convencidos a pagar por trocas de peças e reparos considerados emergenciais, mas desnecessários. Cerca de 100 vítimas teriam sido afetadas em diversos estados.

Paulo Robson relatou que inicialmente procurou a loja para a troca de pneus, mas acabou sendo orientado a realizar uma série de outros reparos em seu veículo, que foram se acumulando ao longo das visitas. Mesmo após autorizar os serviços por questões de segurança, ele precisou retornar várias vezes devido a recomendações constantes de novos consertos. O engenheiro acabou desembolsando aproximadamente R$ 10 mil no total.

O delegado Lyon Ribeiro Silva, responsável pela investigação, destacou que a rede Pneu Z, com 43 lojas no país, é suspeita de orientar a prática de golpes por parte de franqueados e funcionários. O inquérito em andamento apura os crimes de estelionato e associação criminosa, evidenciando um padrão de inventar serviços ou realizar reparos desnecessários nos veículos dos clientes.

Paulo Robson expressou sua frustração diante do ocorrido, ressaltando a importância de punir os responsáveis e expor a situação para desencorajar práticas semelhantes. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de até R$ 4 milhões em contas bancárias dos investigados, visando a possibilidade de futuras indenizações aos prejudicados. Possíveis vítimas foram orientadas a registrar boletim de ocorrência e manter as notas fiscais dos serviços contratados como prova.

Fonte: https://g1.globo.com

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