A Comissão de Constituição e Justiça do Senado se prepara para a sabatina de Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A espera pela sabatina durou cinco meses desde a sua nomeação.
A expectativa é de uma reunião extensa, onde os 27 senadores terão a oportunidade de fazer perguntas. Cada parlamentar terá um tempo de dez minutos para questionar Messias, que terá o mesmo período para responder, seguido por réplicas e tréplicas. Geralmente, essas sabatinas se estendem por várias horas, como a última de Flávio Dino em 2023, que durou 11 horas.
Temas de destaque na sabatina
Jorge Messias deverá abordar questões como fraudes no INSS, a data de 8 de janeiro, tentativas de golpe, aborto e o controle de armas, temas frequentemente discutidos pelos senadores durante a sabatina de indicados.
Após as perguntas, será realizada a votação, que é secreta e requer maioria tanto na CCJ quanto no Plenário. O relator, senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, apresentou um parecer favorável com expectativa de aprovação. A base aliada, confiante na aprovação, estima contar com pelo menos 46 votos, segundo o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá.
Randolfe negou qualquer tipo de acordo relacionado à sabatina em troca da derrubada do veto da dosimetria, reforçando a importância de manter o veto total do presidente Lula à proposta que visa reduzir as penas para condenados por tentativas de golpe.
