Um casal palestino da Faixa de Gaza, juntamente com seu filho de 1 ano e meio, encontra-se retido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, desde o dia 16 de abril. Hani M. M. Alghoul e sua esposa Eitemad M.A. Alqassass Suhayla solicitaram refúgio no Brasil e possuem vistos de turismo válidos emitidos pela autoridade consular brasileira, porém ainda não receberam permissão para entrar no país. O advogado responsável pelo caso, Willian Fernandes, tomou medidas legais para evitar a repatriação da família e garantir sua entrada no Brasil.
O casal, que se encontra em uma situação delicada de saúde, aguarda em um hotel dentro da área restrita do aeroporto. A esposa encontra-se grávida, com anemia grave e necessitando de transfusão de sangue, enquanto o filho pequeno enfrenta problemas de saúde sem atendimento adequado. A retenção da família sem justificativa coloca em risco sua integridade e dignidade humanas.
Ação humanitária em meio a impasse burocrático
Diante do impasse, o advogado enfatiza a urgência da situação, destacando a importância do Brasil em acolher pessoas em situações vulneráveis, como é o caso desta família palestina em fuga de uma zona de guerra. A falta de retorno das autoridades competentes, como Polícia Federal, GRU Airport e Itamaraty, gera preocupações sobre a falta de justificativa para a retenção da família.
Segundo relatos, a família já possui suporte de amigos em São Paulo para acolhimento, garantindo condições dignas de permanência no país. A situação evidencia a necessidade de revisão e agilidade nos processos de refúgio e acolhimento de imigrantes em situações de vulnerabilidade.
Fonte: https://g1.globo.com



