Durante os protestos relacionados à Medida Provisória do Frete, um caminhoneiro de 46 anos foi alvo de agressões por parte da Polícia Militar na região metropolitana de Belo Horizonte. O episódio teve início quando o caminhoneiro, sem saber que eram policiais, reagiu acreditando ser agredido por outros manifestantes, conforme alegação da sua defesa.
A confusão teve início após um motorista furar a paralisação no Porto de Santos, gerando revolta entre os grevistas. O advogado Júnior Dantas, representante do caminhoneiro agredido, explicou que a situação se intensificou quando os policiais chegaram ao local e, segundo ele, acabaram excedendo na abordagem, resultando no soco desferido no manifestante.
Desdobramentos e Investigação
O advogado relatou que o caminhoneiro ficou detido por cerca de quatro horas no 5° Distrito Policial aguardando a apresentação dos policiais envolvidos na ocorrência. A Polícia Militar afirmou que o manifestante teria atirado uma pedra contra um veículo em movimento, desencadeando a intervenção dos agentes.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que está apurando os detalhes da abordagem e analisando as imagens das câmeras operacionais portáteis dos policiais. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira não emitiu retorno até a última atualização.
Contexto e Paralisação
O protesto em questão está relacionado à MP do Frete, que modifica as regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e aumenta as sanções para empresas que descumprirem a tabela oficial. Na Baixada Santista, a paralisação atingiu o segundo dia, seguindo um movimento nacional. Após a aprovação da MP do Frete pelo Senado, os caminhoneiros autônomos foram aconselhados a não aceitar novos fretes na região portuária até que a proposta seja discutida em Brasília.
Fonte: https://g1.globo.com



