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Caixa e usp lançam plataforma para construções habitacionais sustentáveis

© Ricardo Stuckert

A Caixa Econômica Federal, em colaboração com a Universidade de São Paulo (USP), lançou uma plataforma inovadora destinada a medir o carbono incorporado em projetos de habitação financiados pela instituição. A iniciativa, anunciada nesta segunda-feira (3), tem como principal objetivo otimizar os projetos estruturais e reduzir o consumo de materiais, visando a diminuição direta das emissões de CO₂ e a redução dos custos de produção.

A ferramenta, denominada Benchmark Iterativo para Projetos de Baixo Carbono (BIPC), foi apresentada durante o evento “Habitação de baixo carbono: experiências globais e soluções locais”, realizado na capital paulista. Inicialmente, o foco da BIPC estará nos projetos estruturais de empreendimentos imobiliários, com ênfase nos projetos vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a Caixa, o programa habitacional do governo federal, caracterizado pela padronização, oferece uma oportunidade significativa para reduzir as emissões de CO2, elevar a qualidade das habitações e impulsionar a inovação tecnológica no setor da construção civil.

Vanderley Moacyr John, coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica da USP, explicou que a ferramenta foi desenvolvida para auxiliar projetistas e construtoras a diminuir a quantidade de materiais utilizados na construção de edifícios. A redução de materiais, segundo ele, leva à diminuição da pegada de CO₂ e à redução dos custos.

A plataforma possibilita a análise do impacto dos empreendimentos considerando a tipologia construtiva, o número de pavimentos, os elementos construtivos (como vigas e pilares) e os materiais empregados. Além disso, permite a comparação entre diferentes projetos, utilizando as melhores práticas de mercado como referência.

Segundo John, a Caixa representa uma parcela significativa do mercado imobiliário, tornando a ferramenta um instrumento fundamental para reduzir a pegada de CO₂ e tornar o mundo mais seguro, com um impacto positivo nos custos. Ele ressaltou que, ao contrário de muitas estratégias de redução de CO₂, a BIPC reduz tanto a pegada de carbono quanto o custo da habitação, o que é especialmente relevante em um país onde grande parte da população ainda não possui moradia.

A iniciativa visa subsidiar as políticas habitacionais do banco com informações sobre a sustentabilidade dos empreendimentos, incentivando a adoção de métodos sustentáveis pelo mercado. A plataforma também disponibiliza uma área aberta ao público, onde é possível consultar a linha de base de carbono de diferentes tipos de construção.

O presidente da Caixa, Carlos Vieira, destacou a importância do setor da construção civil, que representa uma parcela relevante da economia e da geração de empregos no país. Ele afirmou que a ferramenta democratizará o acesso à mensuração do impacto ambiental.

O banco também anunciou novos compromissos para o desenvolvimento sustentável, incluindo a ampliação das linhas de crédito verde, priorizando investimentos com impactos positivos no meio ambiente e na sociedade. A previsão é que a carteira de crédito verde aumente em 50% até 2030, atingindo um saldo de R$ 1,25 trilhão.

Adicionalmente, a Caixa se comprometeu a promover a igualdade de oportunidades, buscando aumentar a representatividade de mulheres em cargos de chefia de unidade para pelo menos 36% até 2030. A instituição também pretende alcançar um saldo de zero emissões líquidas de carbono até 2050, considerando as emissões diretas e indiretas, incluindo as emissões geradas em operações financiadas pelo banco. Nos próximos anos, a Caixa planeja implementar um modelo de economia circular, minimizando o envio de resíduos para aterros sanitários e eliminando a incineração de resíduos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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