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Brasil registra abertura de 767 mil novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2026

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou recentemente que, entre janeiro e maio de 2026, foram criados 767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada em todo o Brasil. Esse saldo positivo de geração de empregos foi registrado em todas as unidades da Federação, indicando uma retomada econômica no país.

Salário médio e dados do Caged

O salário médio real dos novos contratados em maio deste ano foi de R$ 2.384,10. Embora tenha havido uma queda de R$ 17,97 em relação a abril, o valor representa um aumento de R$ 35,98 se comparado ao mesmo período de 2025. Os dados são provenientes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foi apresentado pelo ministro Rogério Marinho em Brasília.

Setores em destaque

Os setores que mais contribuíram para a abertura de vagas foram: Serviços, Construção, Indústria, Agropecuária e Comércio. O crescimento do setor de Serviços foi impulsionado por áreas como Saúde Humana, Serviços Sociais, Atividades Administrativas, entre outros.

Na Agropecuária, a produção de café, laranja e cana-de-açúcar se destacou, enquanto na Construção Civil, as obras de infraestrutura foram responsáveis pela criação de empregos. Já na Indústria, a fabricação de veículos automotores, produtos derivados do petróleo, biocombustíveis e alimentos impulsionaram a abertura de postos formais.

Desempenho por Unidades da Federação

No mês de maio, 22 das 27 unidades da Federação apresentaram aumento no emprego formal. Destacam-se os estados de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com altas significativas. Por outro lado, Rio Grande do Sul, Goiás, Tocantins, Santa Catarina e Alagoas tiveram desempenho negativo, influenciados por questões sazonais e tarifas comerciais.

Rogério Marinho ainda ressaltou que o programa Bolsa Família não tem sido um obstáculo para a contratação de pessoal, afirmando que mais de 1 milhão de beneficiários do programa foram contratados nos primeiros meses do ano. Esses dados contradizem a crença de que o benefício desestimula a busca por emprego.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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