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Brasil e EUA avançam em cooperação contra crime transnacional, mas impasse sobre etanol persiste

© Angelo F. Roesler/ Adobe Stock

Em meio às negociações para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros, o Brasil identificou uma abertura dos Estados Unidos para ampliar a cooperação bilateral no combate ao crime transnacional, revelou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, nesta terça-feira (7). Após uma nova rodada de reuniões técnicas com representantes do USTR, o ministro destacou avanços em um tema estratégico para o governo.

Cooperação no combate ao crime transnacional

Durante as negociações, o presidente Lula propôs uma cooperação integrada, encontrando receptividade por parte dos Estados Unidos. O ministro Elias Rosa ressaltou que a expectativa é avançar nesse ponto, com reuniões técnicas e políticas agendadas.

Apesar dos progressos em alguns aspectos, o ministro reforçou a intenção do governo de manter o foco nas questões tarifárias, sem expandir o escopo das discussões. A posição do presidente é clara: outros temas não serão abordados.

Impasse sobre o etanol

O ministro Elias Rosa defendeu a exclusão do etanol das negociações comerciais entre os dois países. Ele argumentou que discutir apenas a tarifa do biocombustível seria inadequado, considerando os vínculos entre as cadeias produtivas de etanol e açúcar, bem como os impactos para a indústria nacional.

Além disso, o setor sucroenergético brasileiro apoia a posição do governo, alegando que a redução das importações de etanol americano se deve à expansão da produção nacional de etanol de milho, não apenas às tarifas.

Diante do prazo limitado para um acordo, o governo concentrará esforços nos pontos de possível avanço, visando resultados positivos em meio às negociações.

Seção 301 e investigação do USTR

Paralelamente às negociações, o USTR iniciou uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Esse instrumento permite aos EUA investigar práticas comerciais consideradas desleais. No caso brasileiro, a investigação aborda questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual e compras governamentais, podendo resultar em medidas restritivas por parte de Washington.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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