Neste mês em que se celebra o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher, tanto organizações sociais quanto fontes governamentais têm alertado para um aumento significativo nos casos de agressões políticas de gênero. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esses ataques cresceram 11 vezes entre 2022 e 2026, saltando de 15 para 177 processos.
A data, comemorada no último sábado (10), remete a um momento histórico em 1980, quando mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo para protestar contra o aumento dos crimes de gênero em todo o país.
Violência Política em Destaque
Durante o contexto eleitoral no Brasil, um levantamento realizado por organizações de direitos humanos revelou que houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições. Destes, 70 tiveram mulheres como vítimas, representando 52,2% dos casos.
Mulheres Pretas e Pardas: Maioria das Vítimas
As mulheres pretas e pardas são as principais vítimas, com mais de 53% das denúncias registradas. Em contraste, as mulheres brancas representam 37,72% dos casos, enquanto outras raças somam 8,44% das denúncias. Veja também: Iniciativas de Combate à Violência Urbana: Desafios e Soluções.
Ameaças e Denúncias
Recentemente, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) denunciou ameaças de morte e violência sexual que recebeu durante a campanha. As mensagens incluíam ataques machistas, racistas e ameaças de estupro, levando à exposição de dados pessoais. Diante disso, seu partido providenciou segurança armada para protegê-la.
Ministério da Mulher: Análise da Violência Política
A secretária Nacional de Articulação Intersetorial e Interfederativa e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, relaciona a violência política contra as mulheres a um cenário mais amplo de misoginia, violência doméstica e feminicídio na sociedade patriarcal.
Outros Casos de Violência Política
Além dos recentes casos, a violência política contra as mulheres já teve desdobramentos graves, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, a agressão à deputada Isa Penna e os ataques machistas à deputada federal Maria do Rosário, exemplificando a urgência de combater esse cenário.



