O julgamento dos três policiais militares acusados de envolvimento na morte do delator do PCC, Vinicius Gritzbach, teve um desfecho inesperado em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Após nove horas de sessão no Fórum Criminal da cidade, o júri popular foi anulado pelo Tribunal de Justiça devido a desentendimentos entre a defesa dos réus e o promotor do caso. O conselho de sentença, composto por sete cidadãos comuns responsáveis por decidir a sentença, foi dissolvido devido à saída de parte dos advogados do plenário. A data para a retomada do julgamento ainda não foi definida.
Durante o primeiro dia de julgamento, sete das 21 testemunhas foram ouvidas. Os policiais militares Fernando Genauro da Silva, Denis Antônio Martins e Ruan Silva Rodrigues, detidos no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo, são acusados de participação na execução de Gritzbach e na morte do motorista Celso Sampaio de Novais, atingido durante o incidente, que também deixou outras duas pessoas feridas.
As testemunhas que sobreviveram ao ataque foram as primeiras a prestar depoimento, negando conhecer as vítimas ou os acusados e afirmando terem sido surpreendidas pelos disparos. A viúva de Celso Sampaio também foi ouvida durante o julgamento.
Revelações e Acusações
Vinicius Gritzbach, empresário e delator do PCC, havia feito um acordo de delação premiada para denunciar membros da facção criminosa. Ele foi assassinado a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024. Os réus Denis Martins e Ruan Rodrigues são acusados de terem usado os fuzis no crime, enquanto Fernando Genauro é apontado como cúmplice na fuga dos colegas.
A defesa dos policiais alegou inocência e afirmou que eles seriam vítimas de uma conspiração da Polícia Civil. Segundo os advogados, há provas de que os réus não estavam presentes no local do crime no dia do assassinato.
O inquérito da Polícia Civil, concluído em março do ano anterior, indiciou seis pessoas pela execução e duas por favorecimento. Os supostos mandantes, Emílio Carlos Gangorra Castilho e Diego dos Santos Amaral, líderes do PCC, estão foragidos. Kauê do Amaral Coelho, informante, enfrentará julgamento separado. Os policiais militares indiciados como executores aguardam nova data para o julgamento.
O desfecho do julgamento aguarda definições após a anulação inesperada, mantendo a investigação em curso e a complexidade do caso em evidência.
Com base nas informações da Agência Brasil.



