Em 1995, durante uma partida de tênis em Brasília, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso, discutia com o técnico em informática Paulo Camarão a possibilidade de informatizar a votação no país. Essa conversa marcou o início de uma das maiores transformações das eleições brasileiras.
O projeto para desenvolver a urna eletrônica contou com a colaboração de especialistas de diversas áreas, incluindo um grupo de engenheiros e técnicos conhecido como os ‘ninjas’. Em março de 1996, a empresa Unisys venceu a licitação para produção dos equipamentos, e a urna eletrônica estreou nas eleições municipais daquele ano, conquistando cerca de 30% do eleitorado.
A evolução da urna eletrônica e a mudança no sistema de votação
Antes da urna eletrônica, os votos eram registrados em cédulas de papel, o que demandava uma contagem manual demorada e sujeita a erros. Com a introdução da urna eletrônica, a votação passou a ser digital, agilizando a apuração e reduzindo as possibilidades de fraude.
Ao longo dos 30 anos de história, a urna eletrônica passou por diversas atualizações, incorporando mecanismos de segurança como assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação. A realização do Teste Público de Segurança pelo TSE garante a robustez do sistema antes das eleições.
Da UE96 aos modelos atuais: a evolução tecnológica da urna eletrônica
Inicialmente com 2 megabytes de memória, a urna eletrônica evoluiu ao longo dos anos e hoje é amplamente utilizada em todo o Brasil. Equipamentos atuais contam com recursos avançados de segurança e são constantemente submetidos a testes de vulnerabilidade para garantir a integridade do processo eleitoral.
São José dos Campos teve um papel fundamental nesse processo, com instituições como o Inpe, ITA, CTA e IEAv contribuindo para o desenvolvimento da urna eletrônica. A participação desses profissionais foi essencial para colocar em prática a revolução tecnológica que mudou a forma como o Brasil vota.
Fonte: https://g1.globo.com



