O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, acusado de matar o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, após uma briga de trânsito em Taubaté, se apresentou nesta terça-feira (6) em um quartel em São Paulo (SP).
Segundo o advogado de defesa, Cláudio Rodrigues, assim que começar o expediente nesta quarta-feira (7), a autoridade policial deverá comparecer ao quartel para o cumprimento do mandado. O bombeiro será escoltado pelo setor de segurança que existe em cada unidade.
A prisão preventiva de Marcos foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na sexta-feira (2), após recurso apresentado pelo Ministério Público. Apesar disso, ele não podia ser preso por conta do período de restrição eleitoral.
Em entrevista à TV Vanguarda, o advogado de defesa afirmou que Marcos Fujarra não estava trabalhando por conta do benefício de uma licença, mas ela foi revogada por conta do homicídio.
Investigação e versões
A Polícia Civil concluiu no dia 2 de outubro o inquérito sobre a morte de Bruno e indiciou Marcos por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
Em depoimento, Marcos alegou legítima defesa, afirmando que acreditou estar diante de uma tentativa de assalto. No entanto, a Polícia Civil contesta essa versão, destacando a ausência de arma de fogo com a vítima.
Testemunhas relataram que Marcos se aproximou do carro de Bruno, quebrou o vidro e efetuou os disparos. A versão da esposa do bombeiro levanta a possibilidade de tentativa de assalto, mas sem confirmação sobre o objeto que a vítima possuía.
Ocorrências anteriores e desdobramento
O relatório final da Polícia Civil menciona duas ocorrências anteriores envolvendo Marcos em desentendimentos no trânsito. Com a apresentação do bombeiro no quartel, o desdobramento do caso aguarda as próximas etapas do processo judicial.
Fonte: https://g1.globo.com



