A Índia será a anfitriã da Cúpula dos Líderes do Brics neste fim de semana, em Nova Delhi. O evento ocorre em um momento de intensa crise geopolítica no Oriente Médio, com a guerra liderada pelos Estados Unidos contra o Irã dividindo os membros do bloco.
Os ataques dos EUA e Israel ao Irã levaram ao fechamento virtual do Estreito de Ormuz, um ponto crucial no comércio de petróleo global. O aumento dos preços do petróleo bruto para mais de US$ 100 o barril é uma das consequências desse conflito.
Desafios do Brics
Especialistas apontam que o principal desafio do Brics será encontrar uma posição comum sobre a crise no Oriente Médio. O presidente chinês, Xi Jinping, participará do evento, destacando a importância do bloco em meio a essa conjuntura.
A presença de líderes como Vladimir Putin, Cyril Ramaphosa e Abdel Fattah al-Sisi também é aguardada. O papel de países como Irã, Emirados Árabes Unidos, Egito e Etiópia, novos membros do Brics, traz desafios de consenso.
Perspectivas de unidade
Apesar das divergências entre os membros, a recente cúpula da Organização de Cooperação de Xangai mostrou esperanças de cooperação. A assinatura de uma declaração conjunta condenando a campanha militar dos EUA e Israel contra o Irã foi um passo significativo.
A expectativa é que o Brics consiga superar as divisões e encontrar uma abordagem unificada diante dos desafios geopolíticos atuais, como as sanções e a instabilidade na região do Golfo Pérsico.



