Kalyane Ribeiro, nascida em uma família grande em Manaus, enfrentou dificuldades inesperadas ao tentar engravidar. Aos 32 anos, após um ano e meio de tentativas, passou por uma perda gestacional precoce, um momento de profunda dor e angústia que muitas vezes é negligenciado.

A negligência com a saúde mental pós-perda gestacional

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) destaca a falta de cuidado e atenção com a saúde mental após a perda gestacional. Neste Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre prevenção ao suicídio, a associação ressalta a importância desse tema muitas vezes esquecido.

O impacto do trauma e a necessidade de acolhimento

A perda gestacional é um evento traumático que pode desencadear uma série de emoções intensas, como tristeza, culpa, ansiedade e irritabilidade. O obstetra Romulo Negrini destaca a importância do acolhimento e assistência especializada nesses momentos difíceis.

O apoio durante o luto é fundamental, segundo o obstetra Eduardo Felix Martins Santana. A psiquiatra Andréa Cristina Galastri ressalta que as questões hormonais também desempenham um papel crucial na saúde mental pós-perda gestacional, podendo impactar significativamente o bem-estar da mulher.

Alerta para sinais de agravamento

É fundamental estar atento aos sinais de agravamento do quadro, como ansiedade, depressão e pensamentos autodestrutivos. A médica Andréa Cristina Galastri destaca a importância de buscar ajuda especializada caso os sintomas persistam e se intensifiquem.

A abordagem dos médicos e o suporte familiar são cruciais para auxiliar a mulher nesse processo de luto e recuperação. A proatividade dos profissionais de saúde e a conscientização sobre a importância da saúde mental pós-perda gestacional são fundamentais para garantir o bem-estar das mulheres que passam por essa experiência dolorosa.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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