O Hospital Municipal do Tatuapé, localizado na Zona Leste de São Paulo, enfrenta sérios problemas de superlotação e escassez de médicos. Considerado um dos principais hospitais municipais da região, a unidade tem pacientes internados em corredores, aguardando por leitos, além de pessoas que precisam permanecer em macas improvisadas enquanto aguardam atendimento.

Ao longo de dois anos, o SP2 tem acompanhado de perto os desafios enfrentados pelo hospital, que é o maior da rede municipal de São Paulo e um dos mais antigos da cidade. Apesar das promessas de melhorias por parte da Secretaria Municipal da Saúde, uma solução efetiva ainda não foi implementada.

Vídeos recentes gravados na tarde de terça-feira (22) evidenciam a situação preocupante, com dezenas de pacientes distribuídos pelos corredores do hospital à espera de leitos de internação. Entre eles está Ryan, que aguarda por uma cirurgia ortopédica há quatro dias, sendo obrigado a permanecer em uma cadeira de rodas devido à falta de macas disponíveis.

Rede municipal perdeu 100 leitos

Um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) revelou que a rede municipal de leitos em São Paulo sofreu uma redução de 100 leitos entre 2024 e 2025. Essa diminuição afetou principalmente os hospitais da Brasilândia, Guarapiranga e Hospital do Servidor Público, com quedas significativas nos leitos clínicos, obstétricos e pediátricos.

Apesar do aumento no número total de médicos na rede municipal nesse período, algumas unidades, como o Hospital do Tatuapé, registraram uma diminuição de seis profissionais. A sobrecarga também impacta os médicos que atuam na unidade, com relatos de pacientes com doenças graves nos corredores e equipes desgastadas.

Diante das denúncias de pacientes nos corredores, o secretário municipal da Saúde, Luis Carlos Zamarco, afirmou que o hospital acolhe os pacientes mesmo com todos os leitos ocupados, garantindo que nenhum deles fique desassistido. Ele ressaltou os investimentos da prefeitura para ampliar a oferta de leitos na cidade e a necessidade de desviar novos pacientes para outras unidades quando a capacidade máxima é atingida.

Fonte: https://g1.globo.com

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