Neste domingo (14), entidades e ativistas da causa animal se reuniram em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar veementemente contra a exportação de animais vivos.

O movimento, que ganha cada vez mais apoio em todo o país, busca destacar os impactos ambientais, sanitários e econômicos associados ao transporte de animais vivos para outros países.

Riscos e crueldades enfrentados pelos animais

Ativistas presentes no protesto alertaram para os riscos elevados de acidentes e para as condições precárias de saúde e bem-estar a que os animais são submetidos durante o transporte, devido ao confinamento prolongado e à superlotação.

Patrícia Aguiar, do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, ressaltou a importância de abolir a prática de transportar animais ainda vivos para abate no exterior. Ela destacou a crueldade inerente ao processo e defendeu a exportação de carne congelada como alternativa mais humanitária. Veja também: Como Desenvolver Habilidades de Comunicação para o Sucesso Profissional.

Durante entrevista à Agência Brasil, Aguiar denunciou as condições desumanas a que os animais são submetidos, desde as fazendas até o destino final no Oriente Médio, com relatos de maus-tratos, confinamento insalubre e superlotação nos navios de transporte.

Legislação em debate e perspectivas futuras

A ativista mencionou que atualmente há cinco projetos de lei em análise no Congresso Nacional com o objetivo de proibir ou restringir a exportação e importação de animais vivos. O Projeto de Lei 3093/2021, em destaque no Senado, propõe o fim total da exportação de animais vivos, refletindo a crescente pressão da sociedade civil por mudanças nesse setor.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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