O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, fez críticas contundentes à possibilidade de compensação econômica para empresas em troca do fim da escala 6×1, durante uma audiência pública. Este sistema, onde o trabalhador labora seis dias seguidos e descansa apenas um, tem sido alvo de debate intenso.

Setores empresariais argumentam que a transição para o fim da escala, com a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, deve ocorrer de maneira gradativa.

Críticas de Boulos e debate acalorado

Durante a audiência, Guilherme Boulos questionou a necessidade de compensações às empresas, comparando a situação ao aumento do salário mínimo. O ministro ressaltou a importância de garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores, sem que estes tenham que arcar com possíveis custos.

A presença de Rick Azevedo, fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), trouxe ainda mais ênfase à discussão. Azevedo, que vivenciou por anos a rotina exaustiva da escala 6×1, enfatizou a necessidade de um ambiente de trabalho mais humano e digno para todos os brasileiros.

Acordo entre governo e Câmara para mudanças na jornada

Ministros do governo e lideranças da Câmara dos Deputados chegaram a um consenso sobre a Proposta de Emenda à Constituição que visa o fim da escala 6×1. A proposta prevê a implementação da escala 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana, e a redução da jornada semanal para 40 horas.

Além da PEC, um projeto de lei com urgência constitucional será aprovado para agilizar a implementação das mudanças. A questão sobre compensações aos empresários e um possível período de transição ainda estão em aberto, conforme o deputado federal Alencar Santana.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!