Um júri popular realizado em São Luiz do Paraitinga, interior de São Paulo, na terça-feira (18), sentenciou Edcarlos Oliveira Rocha a uma pena de 66 anos, dois meses e 16 dias de prisão em regime fechado. A condenação é resultado dos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável, cometidos em Lagoinha, também no interior paulista.
Os crimes ocorreram em fevereiro de 2023, numa área de mata. A sentença foi proferida após um longo dia de julgamento que se iniciou por volta das 9h e se estendeu até as 20h30. Durante o júri, Edcarlos foi interrogado, e o depoimento de uma das vítimas e de outras testemunhas foi fundamental para o veredito.
O réu foi considerado culpado pelo homicídio do seu ex-patrão, qualificado por motivo fútil, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, foi condenado pelo sequestro e cárcere privado da esposa da vítima, e pelo estupro da filha do casal, que era menor de idade.
Um advogado que representa a família das vítimas expressou satisfação com o resultado do julgamento. Segundo ele, a justiça foi feita em sua totalidade, e o trabalho conjunto com o Ministério Público garantiu que todos os detalhes dos crimes fossem apresentados e comprovados aos jurados. Ele ainda ressaltou que a pena aplicada reflete a gravidade dos atos cometidos e representa um importante passo para trazer conforto à família e reafirmar à sociedade que crimes graves não ficarão impunes.
Edcarlos havia sido preso em fevereiro de 2023, cerca de uma semana após os crimes, em uma área de mata, após um cerco policial montado na cidade. As investigações apontaram para os crimes de homicídio, roubo, estupro de vulnerável, sequestro e cárcere privado, todos com agravantes de crueldade e impossibilidade de defesa das vítimas.
Em abril de 2023, a Justiça já havia determinado a prisão preventiva do réu, e o juiz responsável pelo caso solicitou a quebra de sigilo bancário do acusado e de uma possível namorada, suspeita de envolvimento nos crimes.
O júri popular, originalmente agendado para outubro, foi adiado devido a um dos jurados alegar amizade com o filho de uma das vítimas.
De acordo com o relato da esposa do fazendeiro à Polícia Militar, um funcionário a informou que seu marido havia se ferido e precisava de ajuda. Ao chegar ao local indicado, ela encontrou o marido morto e foi surpreendida pelo ex-funcionário, que a enforcou, amarrou e amordaçou. Em seguida, o criminoso invadiu a casa e sequestrou a filha do casal, levando-a para uma área de mata, onde cometeu o estupro. A menina, ao gritar por socorro, foi ameaçada com uma faca na garganta. Em um momento de distração do sequestrador, ela conseguiu fugir e buscar ajuda.
Fonte: g1.globo.com



