O programa Viva Maria completou 45 anos e continua celebrando com o projeto ‘Viva Maria na Academia’. Desde março deste ano, a iniciativa já identificou aproximadamente 30 trabalhos acadêmicos que têm o programa como foco de pesquisa, analisando sua história e impacto na comunicação pública e na luta pelos direitos das mulheres.
A convidada especial desta edição é a jornalista paraense Gabriela Sobral Marques Feitosa, autora do trabalho ‘Viva Maria: uma voz em prol das mulheres no rádio’, defendido em 2012 no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).
Gabriela compartilha que seu interesse pelo programa surgiu após assistir a uma reportagem do Caminhos da Reportagem na TV Brasil, que abordava a trajetória de Mara Régia e sua atuação na Rádio Nacional da Amazônia. Paraense e amazônida, a pesquisadora se identificou com a conexão estabelecida pelo Viva Maria com as mulheres da região e com a capacidade do rádio em promover informação e cidadania.
Durante a pesquisa, Gabriela consultou arquivos de jornais e bibliografia especializada, analisando diferentes edições do programa para investigar sua influência na mobilização das mulheres e na comunicação de interesse público. O trabalho também destaca a relação do Viva Maria com o movimento feminista, mencionando o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA). Veja também: Como evitar armadilhas financeiras em investimentos: Dicas essenciais.
Na entrevista, Gabriela ressalta a importância de preservar a memória de um programa que, há quatro décadas e meia, promove informação, cidadania e defesa dos direitos das mulheres através do rádio.
O Viva Maria convida pesquisadores que tenham abordado o programa em seus trabalhos acadêmicos a participarem do projeto ‘Viva Maria na Academia’. Os interessados podem enviar suas pesquisas para: vivamariaano45@gmail.com.
