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Vínculos revelados: ex-chefe da Dise, ex-policial e ex-estagiário presos em operação ligados ao PCC

G1

A Operação Infiltrados desvendou uma intricada rede de conexões entre um ex-chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público (MP) com indivíduos ligados ao PCC, sob investigação por planejar o assassinato do promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Embora o plano não tenha sido colocado em prática, a trama revelou um esquema envolvendo vazamento de informações sigilosas e extorsão de investigados.

Conexões perigosas e esquemas ilícitos

De acordo com as investigações, os suspeitos detidos no desdobramento da operação teriam participado de um esquema que incluía a cobrança de R$ 500 mil de Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como Dragão, suposto responsável por lavar dinheiro para o PCC. O ex-estagiário do MP, Gabriel Lira de Jesus, é apontado como o indivíduo que usava seu acesso privilegiado a sistemas e bancos de dados para localizar investigados com alto poder econômico e exigir quantias em troca de proteção.

Ações suspeitas e cúmplices

O bacharel em direito teria ingressado na promotoria com o intuito de obter informações para práticas ilícitas, conforme mensagens comprometedoras encontradas. Ele teria contado com o suporte do ex-policial civil Itamar Gomes da Silva, envolvido em atividades ilícitas, incluindo extorsão, e suspeito de intermediar contatos no esquema.

Vínculos revelados e encontros suspeitos

Em outro desdobramento da investigação, Maurício Aparecido de Oliveira, ex-chefe dos investigadores da Dise de Campinas, é alvo de suspeitas de ligações com membros do PCC. Um vídeo foi encontrado, mostrando um encontro dele com um empresário associado à facção, citado em planos para atacar o promotor do Gaeco. A ação conjunta resultou nas prisões de ambos em agosto de 2025, na Operação Pronta Resposta. Veja também: O que é pequenas causas e como usar: guia completo.

O Ministério Público ressaltou a necessidade de esclarecer se houve compartilhamento de informações, se os encontros estavam vinculados ao plano criminoso e se o grupo atuava apenas com extorsão ou se também beneficiava a organização criminosa.

O promotor Marcos Tadeu Rioli, responsável pela Operação Infiltrados, destacou a importância de remover esses ‘elementos nocivos’ das instituições e reforçou o compromisso das polícias Civil e Militar, além do Ministério Público, em coibir práticas criminosas internas.

A sociedade pode confiar no trabalho das instituições para garantir um serviço público eficaz e transparente, assegurou Rioli.

Fonte: https://g1.globo.com

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