Na manhã desta terça-feira, o Pronto-Socorro Central de Itapevi foi palco de uma ocorrência que terminou com um desfecho positivo e comovente. A paciente Rosemary deu entrada na emergência em quadro de infarto agudo do miocárdio, uma das situações clínicas mais graves dentro da medicina de urgência.
Segundo relato da filha, Fernanda, a resposta da equipe médica foi imediata. A paciente recebeu atendimento rápido e protocolar, com administração de três doses de medicamento trombolítico (fibrinolítico) — fármacos utilizados para dissolver o trombo responsável pela obstrução da artéria coronária.
Esses medicamentos, conhecidos tecnicamente como agentes trombolíticos, são aplicados em ampolas (frasco-ampola) e têm alto custo, sendo frequentemente indisponíveis em muitas unidades de pronto atendimento pelo país. No caso de Rosemary, a disponibilidade imediata do medicamento no Pronto-Socorro Central foi determinante para salvar sua vida.
Reconhecimento público da família
Em contato com a redação, Fernanda fez questão de se pronunciar:
“Hoje estou aqui para dizer que sou muito grata à saúde de Itapevi. Sabemos que é obrigação do poder público oferecer medicamento e custear o atendimento, mas a realidade em muitas cidades é diferente. Há lugares onde a saúde deixa a desejar.
Em nossa cidade, mesmo com críticas — que são legítimas e fazem parte — também precisamos reconhecer quando algo é feito com excelência. Saúde é cara. Temos que agradecer a Deus por existir o SUS, enquanto em outros países o acesso é extremamente caro e não há gratuidade como temos no Brasil.”
Fernanda destacou ainda que o fato de o município dispor de medicamento trombolítico de alto custo no pronto-socorro demonstra preparo e estrutura para enfrentar emergências graves, especialmente em um município que cresce aceleradamente e atende não apenas moradores locais, mas também pacientes de cidades vizinhas.
Estrutura e resposta técnica
No infarto agudo do miocárdio, o fator tempo é determinante. A rápida administração de trombolíticos pode restabelecer o fluxo sanguíneo coronariano e reduzir significativamente o risco de morte e sequelas cardíacas.
De acordo com o relato da família, médicos, enfermeiras, auxiliares e toda a equipe do Pronto-Socorro Central atuaram de forma coordenada, não medindo esforços para estabilizar, reanimar e garantir o atendimento adequado à paciente.
Gratidão à equipe e à gestão municipal
A família fez questão de agradecer publicamente:
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À Prefeitura de Itapevi
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À Secretaria Municipal de Saúde
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À equipe médica e de enfermagem
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Aos profissionais da emergência
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Ao prefeito em exercício, Marcos Ferreira Godoy
“Críticas construtivas são sempre bem-vindas, mas precisamos também agradecer quando coisas boas acontecem. Minha mãe está viva graças a Deus e ao atendimento recebido”, concluiu Fernanda.
Crescimento e desafios
Itapevi vive um momento de expansão urbana e populacional expressiva. Com o crescimento da cidade, a demanda por serviços públicos de saúde aumenta proporcionalmente, muitas vezes incluindo pacientes de municípios vizinhos. Ainda assim, episódios como este demonstram capacidade de resposta técnica e estrutura compatível com a complexidade dos casos atendidos.
A história de Rosemary torna-se símbolo de que, em meio aos desafios da saúde pública, há também conquistas que merecem reconhecimento.
Porque salvar uma vida nunca pode passar despercebido.
