O julgamento do Caso Henry, que se tornou o mais longo da história do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, está em sua etapa final. Nesta quarta-feira (3), o décimo dia de sessão é marcado por intensos debates entre acusação e defesa, antecipando a iminente decisão dos jurados.
Os réus, o vereador cassado Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como dr. Jairinho, e sua então companheira Monique Medeiros Costa e Silva, estão presentes acompanhando as exposições. A expectativa é de que o veredito seja anunciado na madrugada de quinta-feira (4).
Acusação contundente
O promotor de Justiça Fabio Vieira dos Santos, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), lidera a acusação, destacando o comportamento agressivo e psicopata atribuído a Jairinho. Segundo o MPRJ, o garoto Henry teria sido vítima de agressões por parte do vereador, enquanto Monique teria sido omissa diante dos maus-tratos.
A defesa de Monique destaca a falta de conhecimento da mãe sobre as agressões sofridas pelo filho, enquanto os advogados de Jairinho levantam suspeitas sobre a causa da morte, sugerindo um possível acidente prévio que teria levado à tragédia.
Alegações e contradições
Durante o julgamento, foram expostas diversas contradições e alegações controversas, incluindo a suspeita de articulação entre o pai de Henry e o Instituto Médico Legal para prejudicar Jairinho. A defesa do vereador cassado classifica a situação como um “plano de vingança”.
A sessão segue intensa e marcada por tensões, com depoimentos que revelam detalhes chocantes sobre o caso. A sociedade aguarda ansiosamente pela decisão dos jurados, que promete ser um marco na justiça brasileira.
