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Vereadores aprovam gasto de R$ 350 mil em homenagem pessoal na Câmara de SP

G1

Os vereadores de São Paulo aprovaram uma polêmica decisão que envolve um investimento de R$ 350 mil em uma homenagem bastante peculiar: a gravação dos próprios nomes em placas de mármore nas paredes da Câmara Municipal. A obra, que está gerando controvérsias, visa perpetuar os nomes dos parlamentares no prédio que abriga o Legislativo paulistano.

Concorrência aberta e valores questionáveis

A concorrência para contratar a empresa responsável pelo serviço foi iniciada recentemente e encerrada com o valor final de cerca de R$ 350 mil, que, segundo a Câmara, ficou abaixo do preço de referência estipulado. As placas de mármore serão instaladas em áreas de circulação do prédio, incluindo o saguão principal e a área externa do térreo, que receberão os nomes dos atuais vereadores e dos conselheiros do Tribunal de Contas do Município.

Para Gabriel Rostey, consultor em política urbana, a questão vai além da estética das placas, levantando preocupações sobre o uso de recursos públicos para esse fim. Rostey ressalta a falta de necessidade do projeto e o impacto no projeto arquitetônico original do prédio, considerando o investimento elevado e a limitação de espaço. Veja também: Como Ajudar Cães a Perder Peso de Forma Saudável e Eficaz.

Histórico e críticas

Além das novas placas, o prédio da Câmara de São Paulo já conta com outros dez painéis de mármore que homenageiam diferentes personalidades. A iniciativa gerou críticas, principalmente pela utilização de recursos públicos para enaltecer os próprios parlamentares em um prédio que não é tombado. Mesmo diante das polêmicas, os vereadores optaram por não comentar o assunto, enquanto a Câmara defende as inscrições como símbolos de marcos históricos ou temporais do Legislativo.

Com essa decisão, os vereadores de São Paulo seguem em meio a debates e questionamentos sobre a destinação de verbas públicas e a relevância das homenagens pessoais em um contexto político que exige transparência e responsabilidade.

Fonte: https://g1.globo.com

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