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Vegetação aquática gigante causa danos e interrupções na navegação do Rio Dourados em Lins

G1

Moradores e proprietários de ranchos às margens do Rio Dourados, em Lins (SP), estão enfrentando sérios transtornos devido ao acúmulo de grandes moitas de plantas aquáticas, que têm causado prejuízos materiais e bloqueios na navegação.

Diferente dos aguapés comuns em Barra Bonita (SP), essa vegetação é formada por plantas maiores e mais pesadas, que chegam a destruir píeres e estruturas de madeira dos ranchos na região.

Vídeos enviados por moradores mostram a gravidade da situação, com a quantidade de plantas sendo tão grande que impede a passagem de barcos e motos aquáticas. O peso da vegetação arrastada pela correnteza tem sido o responsável pelos danos.

Prejuízos e Bloqueios

Os proprietários dos ranchos explicam que o acúmulo das plantas se dá devido à impossibilidade delas passarem por baixo da ponte que liga Lins a Sabino (SP), criando assim uma barreira natural que interrompe o fluxo do rio e concentra a vegetação em frente às propriedades. Veja também: Aprenda a Fazer Molho de Tomate Caseiro de Forma Simples.

Apesar dos apelos dos moradores à Marinha e à concessionária de energia, até o momento nenhuma medida foi tomada para solucionar o problema.

Respostas dos Órgãos Responsáveis

A Auren Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Promissão, esclareceu que a proliferação das macrófitas nos rios afluentes não está relacionada à geração de energia, mas sim a fatores naturais como variações de temperatura e disponibilidade de nutrientes. A empresa afirma monitorar a qualidade da água e manter diálogo com órgãos públicos.

Por outro lado, a Cetesb destacou que o fenômeno está associado à eutrofização, processo estimulado pelas altas temperaturas e chuvas, que favorecem a proliferação de algas e vegetação. O órgão informou que realiza fiscalizações na região e já aplicou multas por irregularidades ambientais.

Apesar dos esforços das autoridades, a Marinha ainda não se pronunciou sobre a situação, deixando os moradores sem respostas imediatas.

Fonte: https://g1.globo.com

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