O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, estabeleceu um prazo de 72 horas para que a equipe de campanha do candidato Flávio Bolsonaro forneça detalhes específicos sobre as acusações envolvendo dirigentes sindicais em uma ação contra as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
A denúncia em questão alega o uso inadequado de recursos e estruturas de sindicatos e movimentos sociais durante o período eleitoral. O ministro ressaltou que apenas ocupar um cargo de direção não é suficiente para responsabilizar alguém por abuso eleitoral.
No processo, Flávio Bolsonaro solicita a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin, bem como a inelegibilidade, por oito anos, dos candidatos e dos dirigentes que tenham contribuído para os supostos abusos.
O ministro recebeu o processo envolvendo Lula, Alckmin e cinco representantes sindicais, os quais terão cinco dias para apresentar defesa, sem que isso implique em reconhecimento de irregularidades.
No que diz respeito ao comitê de apoio à reeleição de Lula, Cueva determinou que o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro forneça esclarecimentos em 24 horas. A solicitação de desativação será avaliada após a resposta ou o término do prazo estipulado.
Sobre o pedido para restringir a atuação da UNE nas universidades, o ministro destacou que o Supremo Tribunal Federal já garantiu a liberdade de manifestação política e que não devem existir restrições genéricas.
