O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está avaliando, nesta terça-feira (2), o recurso apresentado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, contra a decisão que o tornou inelegível. A condenação de Castro, que resultou em inelegibilidade até 2030, levou à determinação de eleições indiretas para o mandato-tampão de governador, por meio dos votos dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Além disso, o Tribunal também irá analisar um recurso do Ministério Público que pede eleições diretas para o comando do estado. O julgamento no TSE não encerra a discussão sobre o governador interino do Rio, já que o Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda a decisão para definir se as eleições serão diretas ou indiretas.
O partido PSD, do pré-candidato Eduardo Paes, defende eleições diretas e recorreu ao STF. A renúncia de Castro ao mandato, antes do prazo, foi vista como uma estratégia para influenciar a realização de eleições indiretas em vez de diretas, já que o ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril.
Com a linha sucessória do estado desfalcada desde a saída do ex-vice-governador Thiago Pampolha em 2025, o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), solicitou ocupar interinamente o cargo de governador. No entanto, o Supremo determinou que ele aguarde a decisão final da Corte. Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.
