Na noite de segunda-feira (16), o Porto de Santos foi palco de um incidente que gerou momentos de grande tensão, mas que felizmente não resultou em feridos graves. Quatro tripulantes de uma balsa demonstraram extrema agilidade e discernimento ao saltar para o mar segundos antes de sua embarcação ser atingida por um navio porta-contêineres de grande porte. Este impacto de navio no Porto de Santos ocorreu por volta das 21h30 e as cenas do resgate subsequente foram capturadas, revelando a gravidade da situação. O navio, de bandeira de Singapura, colidiu com duas balsas que estavam em processo de deslocamento, provocando um cenário de alerta. A rápida ação dos tripulantes e o auxílio de pessoas em terra foram cruciais para garantir a segurança dos envolvidos, que conseguiram nadar até a margem sem ferimentos.
O incidente no Porto de Santos: Uma fuga dramática
A sequência de eventos que levou ao impacto de duas balsas por um navio porta-contêineres no Porto de Santos começou a se desenrolar por volta das 21h30 de segunda-feira (16). O navio Seaspan Empire, uma imponente embarcação de bandeira de Singapura, estava realizando manobras no canal de acesso do porto. Após sua passagem pelo cais do Rio de Janeiro, o porta-contêineres buscava uma área de fundeio, um local de espera, devido à ausência de espaço para atracar. No entanto, durante este deslocamento crucial, a embarcação acabou por atingir duas balsas de transporte que se encontravam na região próxima ao Armazém 35.
O drama se intensificou quando as imagens do incidente revelaram a tensão a bordo da balsa FB-15. Quatro tripulantes – o comandante e três marinheiros – foram flagrados em um ato decisivo de autopreservação. Eles saltaram para as águas escuras do estuário de Santos segundos antes da colisão iminente. Este ato, embora arriscado, provou ser a medida mais segura, uma vez que a embarcação seria inevitavelmente arrastada e danificada pelo peso e pela força do navio de carga. Este tipo de ocorrência ressalta os perigos potenciais inerentes às complexas operações portuárias, especialmente em um dos portos mais movimentados da América Latina.
A sequência dos fatos e o resgate
Imediatamente após o salto, os quatro profissionais foram vistos nadando em direção ao cais, a estrutura fixa de concreto que margeia o porto. A visibilidade reduzida da noite e a incerteza da situação podiam ter complicado o resgate, mas a solidariedade e a prontidão de pessoas que estavam em terra foram fundamentais. Testemunhas e trabalhadores portuários rapidamente se mobilizaram, oferecendo orientação aos tripulantes na água, jogando boias e coletes salva-vidas para auxiliar na flutuação e até mesmo se atirando ao mar em um esforço corajoso para puxar os marinheiros para a segurança do cais.
Simultaneamente, a Praticagem, órgão essencial para a segurança da navegação e responsável pelo apoio às manobras de embarcações, foi alertada e agiu com presteza. Lanchas de resgate foram rapidamente enviadas ao local do incidente para prestar apoio e garantir que todos os tripulantes fossem retirados da água. Graças à coordenação entre os esforços em terra e no mar, os quatro tripulantes foram resgatados sem quaisquer ferimentos, um desfecho positivo para um cenário que poderia ter sido trágico. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, confirmou que os profissionais alcançaram a margem em segurança, reforçando o sucesso da operação de resgate e a eficácia dos protocolos de emergência acionados.
Detalhes da colisão e das embarcações
As balsas envolvidas no acidente, a FB-15 e a FB-14, desempenham um papel crucial no transporte entre Santos e Guarujá. No momento da colisão, a FB-15 estava rebocando a FB-14, que se encontrava fora de operação e em processo de manutenção, para o lado de Guarujá. Ambas as embarcações estavam sem veículos ou passageiros a bordo, um fator que felizmente minimizou o risco de um desastre de maiores proporções, evitando potenciais vítimas adicionais e danos materiais mais extensos a veículos.
O impacto do navio porta-contêineres resultou em danos significativos na proa do casco das balsas, a parte dianteira das embarcações. Apesar dos estragos visíveis, a estrutura geral das balsas foi preservada, permitindo que fossem posteriormente atracadas em segurança no lado de Santos. Atualmente, a Semil informou que as balsas permanecem fora de operação e estão aguardando as determinações da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) para avaliação, reparos e, eventualmente, o retorno ao serviço. A Capitania dos Portos, por sua vez, foi notificada sobre o incidente para tomar as providências necessárias e iniciar uma investigação formal que determinará as causas exatas e as possíveis responsabilidades.
Apesar do ocorrido, a travessia de balsas entre as duas cidades não foi interrompida. A Coordenadoria de Travessias da Semil assegurou que as operações continuam normalmente com as demais embarcações da frota, garantindo a continuidade do serviço essencial para a região, que depende amplamente deste modal de transporte para a conexão entre as margens do estuário. As autoridades portuárias, incluindo a Autoridade Portuária de Santos (APS), foram acionadas e espera-se que em breve divulguem posicionamentos oficiais sobre o acidente e as medidas a serem tomadas para evitar futuras ocorrências.
Conclusão
O incidente envolvendo o navio porta-contêineres Seaspan Empire e as balsas FB-15 e FB-14 no Porto de Santos sublinha a complexidade e os riscos inerentes às operações em portos movimentados. A rápida e corajosa decisão dos quatro tripulantes de saltar para a segurança do mar, aliada à pronta resposta de populares e das equipes de resgate da Praticagem, evitou uma tragédia maior. Felizmente, todos os envolvidos foram resgatados ilesos, e as balsas, embora danificadas, não impediram a continuidade das operações essenciais do porto. Enquanto as investigações seguem em curso pela Capitania dos Portos para apurar as causas e responsabilidades, a normalidade das travessias de balsas foi mantida. Este episódio serve como um lembrete vívido da importância da vigilância, do treinamento e dos protocolos de segurança rigorosos em ambientes portuários, garantindo que a vida humana permaneça a prioridade máxima em situações de emergência.
Perguntas frequentes
1. O que aconteceu no Porto de Santos na segunda-feira (16)?
Um navio porta-contêineres de bandeira de Singapura, o Seaspan Empire, colidiu com duas balsas (FB-15 e FB-14) por volta das 21h30. Quatro tripulantes da balsa FB-15 pularam no mar momentos antes do impacto para garantir sua segurança.
2. Houve feridos no incidente?
Não, felizmente não houve feridos. Os quatro tripulantes que pularam da balsa foram resgatados com sucesso do mar por pessoas em terra e equipes da Praticagem, e não apresentaram lesões. As balsas estavam sem veículos ou passageiros, o que evitou um desastre de maior proporção.
3. Qual o estado atual das balsas e das operações portuárias?
As balsas FB-15 e FB-14 sofreram danos na proa do casco e estão atualmente atracadas no lado de Santos, fora de operação e aguardando determinações da Capitania dos Portos para avaliação e reparos. A travessia de balsas entre Santos e Guarujá, no entanto, opera normalmente com as demais embarcações da frota.
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Fonte: https://g1.globo.com
