Uma pesquisa recente do IPC Maps revelou um cenário de transformações sociais na Região Metropolitana de Campinas, com mudanças significativas nas classes econômicas. Enquanto a classe C registra um crescimento impulsionado pelo custo de vida, a classe B perde espaço, e a classe A avança graças a oportunidades concentradas no topo da renda.
Movimento Desigual nas Classes Sociais
De acordo com o estudo, a classe B viu sua representatividade diminuir na RMC, passando de 30,9% para 27,4% dos domicílios. Enquanto isso, a classe C continua como a maioria, representando 52,1% das famílias da região, com renda média entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil.
Pressão Econômica na Classe C
O economista Eli Borochovicius destaca que o crescimento da classe C está ligado à dificuldade das famílias em acompanhar o aumento dos preços, especialmente de itens essenciais como alimentos e combustíveis. Mesmo com emprego e renda estáveis, muitos não conseguiram ampliar seu poder de compra na mesma proporção da inflação.
Já a classe A teve um aumento no número de domicílios, refletindo um crescimento de renda e patrimônio. Esse movimento pode ser atribuído a oportunidades em setores de maior valor agregado, como tecnologia e saúde privada. Veja também: Diferença entre Wi-Fi 6 e Wi-Fi 7: O Que Você Precisa Saber.
Potencial de Consumo em Transformação
Apesar das mudanças nas classes sociais, o potencial de consumo na RMC teve um aumento de 11,7% entre 2025 e 2026. Os gastos com moradia, veículo próprio e alimentação continuam sendo os principais focos das famílias, refletindo as necessidades essenciais da população.
Essas transformações refletem não apenas a realidade econômica da região, mas também apontam para desafios e oportunidades em um cenário em constante evolução.
Fonte: https://g1.globo.com
