Uma jovem de 21 anos perdeu a vida em um trágico acidente na Ponte do Esqueleto, localizada entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP), durante um salto de rope jump. A estrutura, desativada para veículos há 30 anos, com aproximadamente 40 metros de altura, tem sido palco de uma série de incidentes nos últimos anos.
O local, conhecido por receber atividades de esportes de aventura, como ciclismo e salto em queda livre, já foi cenário de outras tragédias. Em abril de 2024, uma ciclista de Rio Claro (SP) perdeu a vida ao cair da ponte. Em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas após um acidente no mesmo local.
Negligência e cobranças
A Prefeitura de Limeira criticou a omissão do governo federal em relação à Ponte do Esqueleto e anunciou que irá processá-lo. Responsável pela fiscalização e manutenção da estrutura, a administração municipal vinha cobrando medidas de segurança há meses, sem resposta efetiva por parte do governo federal.
A Secretaria do Patrimônio da União lamentou a tragédia, ressaltando que a ponte pertencia a um trecho não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal. Apesar de não autorizar atividades na ponte, a secretaria pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso desde 2024.
Tragédia e negligência
No dia do acidente, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas foi lançada da ponte sem estar presa à corda de segurança, resultando em sua morte. Testemunhas e a Polícia Civil relataram falhas na checagem dos equipamentos e negligência por parte dos instrutores, que não conectaram o sistema de segurança à vítima.
Fonte: https://g1.globo.com
